Atirado, sem perceber que adormeci, caminho em terras distantes, mas estranhamente familiares...
Olhando para todos os lados, tentando descobrir onde estou, olho para frente, vejo alguém conhecido, sou eu mesmo, como eu não sei, pareço mais novo...
Apresso o passo, quero chegar mais perto de mim, sei que aquele eu de ontem deve ter algo para me dizer, contará de dias mais simples, com reluzentes alegrias... preciso me encontrar!
De algum canto inóspito, se ouve uma melodia brasileira, não sei de onde a música está vindo, volto a olhar para frente, aquele eu parece menor, cada vez mais jovem.
O menino que sentava no chão em frente ao rádio, mexendo na coleção de discos dos pais, sempre em busca de sentir o que seu pai sentia ao colocar a agulha naquele negro vinil, ele puxava sua esposa e parecia girar com ela pela sala.
Ele assistia toda aquela euforia de amor parado no canto da sala, o som causava uma alegria no ambiente, mesmo que fosse algo triste, com instrumentos bucólicos se fundindo com um velho samba.
Aquele menino tinha se encontrado naquela simplicidade e eu agora sigo ele, pois preciso me encontrar!
Fevereiro de 2017
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